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Atendimento

Uma Estrutura Completa de Serviços

Doenças do Ouvido

Perda auditiva:Existem três partes principais da orelha envolvidas no processo de audição: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna.O processo auditivo começa quando as ondas sonoras entram no pavilhão externo e caminham pelo canal auditivo até o tímpano, fazendo-o vibrar. Essas vibrações são transmitidas aos os três ossículos da orelha média, o martelo, a bigorna e o estribo. Eles fazem com que a vibração sonora seja amplificada antes de ser transmitida à orelha interna. A orelha interna tem uma parte que se chama cóclea que é cheia de líquido e contém as células ciliadas. Quando as vibrações são transmitidas à cóclea, seu fluído interno se move em ondas que também movimentam os cílios das suas aproximadamente 12.000 células ciliadas. As frequências e intensidades do som determinam qual célula ciliada se moverá. Isso faz com que impulsos elétricos sejam gerados e enviados através das vias auditivas ao cérebro para que ele processe a informação. Esses impulsos elétricos são os códigos que o cérebro consegue entender e converter em sons com significado específico. Existem três tipos principais de perda auditiva: condutiva, sensorioneural e mista. Cada tipo afeta uma parte diferente do ouvido e pode ter várias causas. As perdas auditivas são classificadas em graus conforme sua intensidade. A perda auditiva condutiva é aquela em que as ondas sonoras não conseguem ser transmitidas à orelha interna por bloqueio na sua passagem pela orelha externa ou média. Sua maioria é passível de ser revertida através de medicamentos ou cirurgias. Quando não tratadas oportunamente podem tornar-se irreversíveis. As principais causas das perdas condutivas são: - Otite médiaOtosclerosePerfuração da membrana timpânicaFratura dos ossos da orelha médiaBloqueio temporário da orelha externa por alergias, infecções, rolha de cera, etc. A perda auditiva sensorioneural responde por 90% dos déficits auditivos nos adultos. Deve-se a lesão nas células ciliadas da cóclea e o som não consegue mais estimular essas estruturas e conseqüentemente não é transmitido às vias auditivas para poder atingir o cérebro, onde o som é processado. Uma vez danificadas, via de regra, as células ciliadas não podem ser recuperadas, o que torna esse tipo de perda auditiva permanente. Nesse tipo de perda, na maioria dos casos, os aparelhos auditivos são a escolha de tratamento. As principais causas de perda sensorioneural são: Problemas genéticos, que são a principal causa desse tipo de perda auditiva.Presbiacusia, que é a perda comum ao processo natural de envelhecimento. Na faixa etária de 60 a 65 anos de idade, estima-se que aproximadamente 30% das pessoas têm uma perda auditiva significativa o suficiente para afetar sua capacidade de ouvir os sons do cotidiano.Exposição a ruído tanto de forma súbita como em uma explosão, quanto de forma contínua como nos trabalhadores expostos a ruído ocupacional.Ototoxicidade, que é o dano causado por medicamentos que agridem a estrutura do ouvido interno.Traumas que levem a ferimentos na cabeça.Infecções como a rubéola durante a gravidez, caxumba, meningite.Problemas durante o trabalho de parto ou logo após ele, como falta de oxigenação temporária, infecções bacterianas, icterícia, etc.A Perda Auditiva Mista se caracteriza pela associação das duas causas de perda auditiva, ou seja, uma combinação da perda auditiva condutiva e sensorioneural. Graus de Perda AuditivaAs perdas auditivas são classificadas de acordo com sua intensidade em leve, moderada, severa ou profunda. Leve a moderada são os tipos mais freqüentes de perda auditiva. Os graus severos e profundos são raros nas perdas auditivas condutivas. Sintomas da Perda de Audição As principais características de quem tem perda auditiva são:pedir aos outros para que se repita o que falaram.as pessoas do convívio dizem que a pessoa não ouve bem.o paciente deixa a TV ou o rádio em volume mais alto do que os outros.o paciente tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo.a pessoa tem dificuldade em acompanhar conversas em grupo.a pessoa tem dificuldade em identificar de onde os sons estão vindo. Efeitos da Perda AuditivaA perda auditiva não tratada precocemente costuma afetar o desenvolvimento da linguagem de crianças e as deixar com dificuldade de comunicação na vida adulta. Tais danos costumam trazer as seguintes conseqüências: Comunicação:Conversa-se menos. Usa-se menos o telefone. Não se conversa com familiares e amigos. Social:Isolamento social.Evitam-se grupos e estranhos. Redução da eficiência no trabalho. Emocional: Raiva.Frustração. Falta de concentração. Depressão.Embaraço.Ansiedade. Distanciamento das pessoas. O tratamento adequado, seja através de uso de medicamento, cirurgia ou uso regular de aparelho auditivo, combinado com a prática de comunicação assessorada por profissional habilitado, ajuda as pessoas com perdas auditivas a levarem uma vida normal.Avaliações AuditivasÉ a forma de se confirmar a existência ou não de perdas auditivas. Os testes não são simples e indolores. Para maiores detalhes consulte os exames realizados no Instituto Brasileiro do Sono. Otites: são os processos inflamatórios, infecciosos ou não, das diversas regiões da orelha. Destacam-se:- Otite externa: é a inflamação da orelha externa, geralmente por entrada de água na ou trauma local, comumente causado por cotonete ou qualquer outro instrumento introduzido no canal do ouvido. Ela é mais comum no verão. O paciente costuma queixar-se de dor de ouvido e sensação de ouvido entupido e ao ser examinado se observa o canal auditivo vermelho e com edema. O tratamento é geralmente com medicamentos. - Otite média aguda: é a inflamação da orelha média que é mais comum nos meses de inverno e nas crianças. Geralmente é uma evolução de uma gripe e costuma causar dor intensa e súbita juntamente com a sensação de perda auditiva. Caso ocorra a perfuração da membrana timpânica, pode haver eliminação de secreção com pus e sangue. Em alguns casos pode ocorrer também febre alta e mal estar geral. O exame mostra a membrana timpânica vermelha e abaulada. O tratamento é geralmente com medicamentos. - Otite média serosa ou secretora: é uma evolução da otite média aguda. Ocorre um acúmulo de secreções na orelha média, internamente ao tímpano, devido a gripes freqüentes ou nas crianças que não respiram bem, por rinites alérgicas, aumento das tonsilas palatinas (amígdalas) e das adenóides, dentre outras causas. O sintoma principal é a perda de audição, a criança fala alto, assiste ao televisor com volume alto, fica desatenta e o rendimento escolar cai. A suspeita advém do quadro clínico e ao exame físico se observa secreção atrás da membrana timpânica. Ao se solicitar a audiometria e imitanciometria, encontra-se perda auditiva de graus variáveis além de diminuição da vibração do tímpano. O tratamento é geralmente com medicamentos, mas em casos específicos pode haver a necessidade de cirurgia. - Perfuração da membrana timpânica: algumas otites são causadas por bactérias que destroem parcialmente a membrana timpânica, levando à permanência desta perfuração. Pode ser também secundária a trauma, em especial com cotonetes, agressões físicas ou por pressões bruscas, como ondas do mar. A principal queixa é a diminuição da audição, além de drenagem de secreção pelo ouvido toda vez que a pessoa deixa entrar água no canal auditivo. A dor é incomum nesses casos. O exame físico mostra a perfuração da membrana timpânica e a audiometria confirma a perda auditiva causada pela perfuração. O tratamento consiste em evitar que se entre água na orelha, através do uso de tampões, gotas de antibióticos nas crises quando drena secreção e como método definitivo a cirurgia chamada timpanoplastia, em que é colocado um enxerto para fechamento da perfuração. - Otite Média Colesteatomatosa: é a apresentação mais agressiva das inflamações da orelha média, em que ocorre a proliferação de tecido escamoso como pele da orelha média, geralmente associada à perfuração da membrana timpânica, causando a eliminação de secreção amarelada com cheiro muito fétido, além de perda auditiva progressiva. Como a lesão é destrutiva, pode ocorrer erosão dos ossos anexos, evoluindo para paralisia facial e até mesmo meningite. O diagnóstico é baseado no quadro clínico, pelo exame físico e confirmado pela tomografia computadorizada que vai mostrar a extensão da doença.O tratamento se baseia em cirurgia de timpanomastoidectomia para remover a lesão e reconstituir, se possível, a membrana timpânica. Doenças do labirinto: - as labirintopatias, popularmente chamadas labirintites, são doenças da orelha interna (labirinto) que podem ser ocasionadas por vários distúrbios como as alterações da coluna vertebral, lesões das células de dentro da orelha interna, diabetes, aumento das taxas de triglicérides e de colesterol, anemia, distúrbios da glândula tireóide, problemas na região têmporo-mandibular, problemas emocionais, uso de álcool e fumo, abuso de cafeinados, dentre outros. As principais queixas dos pacientes são: tontura, zumbido, diminuição da audição, pressão nas orelhas, náusea, vômito, cefaléia, palidez, falta de ar, dentre outras. O diagnóstico das labirintopatias é feito pelo quadro clínico, exames laboratoriais para se encontrar doenças causadoras do distúrbio e de forma específica, através do exame otoneurológico computadorizado, disponível no Instituto Brasileiro do Sono (vide exames realizados no Instituto Brasileiro do Sono). - o zumbido ou tinitus é a sensação de barulho percebida dentro do ouvido ou dentro da cabeça, sem que haja uma fonte externa de sons. Assim como as labirintopatias, o zumbido pode estar relacionado a várias doenças que precisam ser investigadas, como causa importante se destaca a perda auditiva. Muitas vezes o tinitus causa distúrbios do sono, dificultando que o paciente durma bem. Há tratamento para o zumbido, inclusive havendo casos em que é possível remissão completa do sintoma.

Doenças do Ouvido

Pós-operatório

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS ADENOIDECTOMIA: essa é uma cirurgia feita através da boca, onde se remove a adenóide, dessa forma desobstruindo as vias respiratórias altas. Há um folclore em se dizer que há a necessidade de se “descolar a mandíbula” ou que se perderiam as defesas do organismo e as infecções ocorreriam em regiões mais baixas das vias respiratórias. Nada disso é verdade. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta livre como a de rotina, sem excesso de calor.2. Repouso em casa.3. É comum ocorrer dor no ouvido.4. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.5. O tom de voz pode mudar por deixar de ser anasalada.6. Pode ocorrer ronco ainda nos primeiros dias.7. Ligar para marcar retorno com seu médico.8. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS ADENOAMIGDALECTOMIA: essa é uma cirurgia feita através da boca, onde se removem as tonsilas palatinas (antigamente chamadas amígdalas) e adenóide. Há um folclore em se dizer que há a necessidade de se “descolar a mandíbula” ou que se perderiam as defesas do organismo e as infecções ocorreriam em regiões mais baixas das vias respiratórias. Nada disso é verdade. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta líquida e fria por 4 dias, pastosa e fria após.2. Repouso em casa.3. É comum ocorrer dor no ouvido.4. Pode formar placas amarelas com cheiro forte no local da cirurgia.5. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.6. O tom de voz pode mudar por deixar de ser anasalada.7. Pode ocorrer ronco ainda nos primeiros dias.8. A dor dificulta a alimentação, passará com os dias.9. Ligar para marcar retorno com seu médico.10. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS ADENOIDECTOMIA COM MIRINGOTOMIA (APOSIÇÃO DE MICROTUBO): essa é uma cirurgia feita através da boca, onde se remove a adenóide, além de fazer, através do conduto auditivo externo, uma pequena incisão na membrana timpânica para se aspirar secreção retida dentro do ouvido que esteja dificultando a audição do paciente, podendo haver a necessidade de se deixar um dreno (conhecido como microtubo) para se evitar novo acúmulo de secreção. O microtubo cai por conta própria geralmente após 6 a 8 meses da cirurgia. Há um folclore em se dizer que há a necessidade de se “descolar a mandíbula” ou que se perderiam as defesas do organismo e as infecções ocorreriam em regiões mais baixas das vias respiratórias. Nada disso é verdade. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta livre como a de rotina, sem excesso de calor.2. Repouso em casa.3. É comum ocorrer dor no ouvido.4. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.5. O tom de voz pode mudar por deixar de ser anasalada.6. Pode ocorrer ronco ainda nos primeiros dias.7. Não molhar os ouvidos, deve-se usar algodão levemente embebido em óleo para proteger os ouvidos durante os banhos e enquanto não cair os microtubos não se pode entrar em piscina, mar, rio ou equivalente.8. Ligar para marcar retorno com seu médico.9. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS ADENOAMIGDALECTOMIA COM MIRINGOTOMIA (APOSIÇÃO DE MICROTUBO): essa é uma cirurgia feita através da boca, onde se removem as tonsilas palatinas (antigamente chamadas amígdalas) e adenóide, além de fazer através do conduto auditivo externo uma pequena incisão na membrana timpânica para se aspirar secreção retida dentro do ouvido que esteja dificultando a audição do paciente, podendo haver a necessidade de deixar um dreno (conhecido como microtubo) para se evitar novo acúmulo de secreção. O microtubo cai por conta própria geralmente após 6 a 8 meses da cirurgia. Há um folclore em se dizer que há a necessidade de se “descolar a mandíbula” ou que se perderiam as defesas do organismo e as infecções ocorreriam em regiões mais baixas das vias respiratórias. Nada disso é verdade. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta líqüida e fria por 4 dias, pastosa e fria após.2. Repouso em casa.3. É comum ocorrer dor no ouvido.4. Pode formar placas amarelas com cheiro forte no local da cirurgia.5. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.6. O tom de voz pode mudar por deixar de ser anasalada.7. Pode ocorrer ronco ainda nos primeiros dias.8. A dor dificulta a alimentação, passará com os dias.9. Não molhar os ouvidos, deve-se usar algodão levemente embebido em óleo para proteger os ouvidos durante os banhos e enquanto não cair os microtubos não se pode entrar em piscina, mar, rio ou equivalente.10. Ligar para marcar retorno com seu médico.Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS PARA CIRURGIAS NASAIS EM GERAL (SEPTOPLASTIA, TURBINECTOMIA, POLIPECTOMIA NASAL, SINUSECTOMIA ENDONASAL, ETC):Essas cirurgias são feitas através das narinas, não havendo necessidade de incisões externas visíveis. São usadas para se desobstruir o nariz, permitindo que o paciente respire melhor. A equipe do Instituto Brasileiro do Sono realiza essas cirurgias sem usar tampão nasal na maioria das vezes, dependendo de cada caso. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta livre, evitando excesso de calor.2. Repouso em casa.3. Evitar roupas e lugares quentes em excesso.4. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.5. Tossir ou espirrar só com a boca aberta.6. Não assoar o nariz.7. Trocar o curativo externo quando sujo.8. Ligar para marcar retorno com seu médico.9. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS SINUSECTOMIA CALDWEL – LUCK:Essa cirurgia é feita por baixo do lábio, sem se deixar cicatriz externa visível, com a finalidade de se acessar os seios paranasais maxilares em doenças que não podem ser removidas pela cirurgia feita por dentro do nariz de forma tradicional. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta livre, evitando excesso de calor.2. Repouso em casa.3. Evitar roupas e lugares quentes em excesso.4. Tossir ou espirrar só com a boca aberta.5. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.6. Não assoar o nariz.7. Trocar o curativo externo quando sujo.8. É comum eliminar secreção com pouco sangue pelo nariz ou pela incisão na boca, podendo o lábio ficar menos sensível transitoriamente.9. Ligar para marcar retorno com seu médico.10. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS TIMPANOPLASTIA E MASTOIDECTOMIA:Essa cirurgia serve para fechar a perfuração da membrana timpânica e ou remover tecido inflamatório da orelha média e cavidade mastóide, com o intuito de se evitar que o ouvido elimine secreção purulenta quando da reagudização das otites, muito comuns quando se tem infecções respiratórias ou se deixa entrar água no ouvido doente. Ela pode ser feita por dentro do conduto auditivo externo ou por trás da orelha. Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta livre.2. Repouso em casa.3. O ouvido operado fica entupido nas primeiras semanas.4. Não molhar o ouvido operado, usar algodão levemente embebido com óleo.5. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.6. Dormir sobre o ouvido NÃO OPERADO.7. Tossir ou espirrar somente com a boca aberta.8. Pode ocorrer eliminação de secreção com esponjinhas pelo ouvido operado.9. Ligar para marcar retorno com seu médico.10. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico. ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS UVULOPALATOFARINGOPLASTIA:Essa cirurgia é feita para se tratar o ronco e a apnéia do sono, porém só deve ser realizada em casos muito bem selecionados, para se prevenir o risco da doença voltar alguns meses após a cirurgia. A cirurgia geralmente é precedida do exame do sono, a polissonografia. Ela é feita através da boca, e ao contrário de mito popular, não há a necessidade de se “descolar a mandíbula”. Muitas vezes é feita em conjunto com a cirurgia nasal para se desobstruir o nariz (septoplastia e turbinectomia). Devem-se observar os seguintes cuidados: 1. Dieta líqüida e fria por 4 dias, pastosa e fria mais 3 dias.2. Repouso em casa.3. Evitar roupas e lugares quentes em excesso.4. Febre baixa e isolada é comum no pós-operatório, se alta ou persistente, comunicar ao seu médico.5. Tossir ou espirrar só com a boca aberta (se foi feita a cirurgia nasal em conjunto).6. Não assoar o nariz (se foi feita a cirurgia nasal em conjunto).7. É comum dor local com placas amarelas e dor nos ouvidos.8. Trocar o curativo externo quando sujo (se foi feita a cirurgia nasal em conjunto).9. Ligar para marcar retorno com seu médico.10. Em caso de necessidade entre em contato por telefone com seu médico.

Pós-operatório

Doenças do Nariz e Seios Paranasais

Rinite Dentre as funções do nariz podemos citar: respiração, olfato, ressonância da voz, estética da face e, indiretamente, o paladar. Durante a respiração, as estruturas internas do nariz atuam regulando o fluxo de ar, facilitando o seu condicionamento, filtração, umidificação e aquecimento, para que seja levado até os pulmões. O olfato, importante função sensorial do nariz, participa intimamente do paladar, proporcionando as condições necessárias para que possamos distinguir não só os diferentes odores, como também os sabores dos alimentos. O nariz se localiza na área mediana da face, assumindo uma posição em comunicação direta com os seios paranasais (seios paranasais), faringe e ouvidos. Assim, a emissão da voz e a audição também se fazem graças a uma boa respiração nasal. Sabemos que o crescimento da face depende da respiração nasal. A obstrução do nariz pode acarretar alterações no desenvolvimento e estética do rosto, como, por exemplo, face alongada, lábios entreabertos, mandíbula pequena, estreitamento da maxila, dentes desalinhados, mordida aberta, entre outras. Rinite alérgica é a inflamação da mucosa de revestimento interno do nariz, desencadeada pela exposição a fatores que provocam reação alérgica (alérgenos). Tem como principais sintomas a congestão nasal, secreção nasal (coriza), coceira, espirros e diminuição do olfato. A coceira às vezes não se limita ao nariz, podendo ocorrer nos olhos, ouvidos, palato e garganta. Em crianças podem ocorrer episódios de sangramento nasal. A obstrução do nariz pode diminuir a aeração dos seios paranasais e ouvidos, podendo provocar dor de cabeça e sensação de ouvidos tampados. Também pode acarretar respiração pela boca e, conseqüentemente, ronco. Dentre os fatores que causam a alergia nasal, podemos citar: - Ácaros: presentes na poeira domiciliar, proliferam-se em travesseiros, colchões, carpetes, almofadas e cobertores;- Fungos (mofo): encontrados em locais com umidade excessiva;- Baratas: a decomposição corporal destes insetos mistura-se à poeira domiciliar;- Pelos de animais: principalmente gatos, hamsters e cães;- Pólen de plantas: principalmente nos meses de inverno e outono;- Exposição ao fumo: é o principal agressor e poluente do ambiente intra-domiciliar, podendo desencadear e agravar a rinite alérgica;- Poluição Ambiental: derivados do petróleo eliminados por automóveis;- Substâncias inaladas por alguns tipos de profissionais: poeira de trigo, pó de madeira, cheiro de detergentes, látex, etc;- Antiinflamatórios não hormonais: principalmente o AAS. Como principais complicações ou conseqüências da rinite alérgica, podemos listar as sinusites, tosse, respiração bucal, otites e asma. Outros tipos de rinites incluem: - Rinites Infecciosas: causadas por vírus, bactérias ou outros agentes;- Rinite vasomotora (ou Idiopática): congestão nasal por dilatação dos vasos sanguíneos de causa desconhecida;- Rinite por medicamentos: gotas nasais, antipsicóticos, anti-hipertensivos, etc;- Rinite por alimentos (ou gustatória): surge devido à ingestão de alimentos quentes, muito temperados ou apimentados;- Rinites hormonais: como, por exemplo, a obstrução nasal da gravidez;- Rinite por refluxo gastroesofágico;- Rinites ocupacionais: por fatores encontrados no ambiente de trabalho;- Rinite emocional;- Rinites não alérgicas: sem causas conhecidas; Entre outras. Em relação ao tratamento da alergia nasal, o primeiro passo é identificar as causas da alergia e, se possível, afastá-las por meio de medidas de higiene ambiental.O tratamento medicamentoso deve ser sempre orientado por médico. Sinusite Anexos ao nariz, encontramos os seios paranasais, estruturas que apresentam comunicação direta com o nariz e, por isso, muitas vezes com problemas relacionados a ele. O mais comum é a sinusite, inflamação dos seios paranasais que causa dor em pressão na face, secreção nasal de coloração variando desde clara espessada até verde amarelada, a mal estar geral do paciente, febre e tosse. A sinusite pode ser aguda, como a que ocorre na complicação das gripes, ou crônica, quando a aguda não é bem tratada. A confirmação diagnostica pode ser dada Por exames de nasofibroscopia ou exames de imagem, tais como radiografias e tomografias. Deve-se distinguir a dor da sinusite crônica e a enxaqueca, a fim de que seja instituído o tratamento correto. Desvio septal O desvio de septo nasal é a principal causa anatômica de obstrução nasal. Ele consiste em uma tortuosidade da cartilagem ou do osso do septo que separa as duas cavidades nasais, dificultando a passagem de ar. Sua origem pode ser genética ou traumática. As principais repercussões da obstrução nasal são a piora do desempenho físico, desconforto crônico na garganta, presença de “pigarro” e dor de garganta de repetição, principalmente pela manhã e que melhora no decorrer do dia. Outros sinais e sintomas são dificuldade no dormir, sono agitado, ronco e apneia do sono (parada respiratória durante o sono). O tratamento do desvio do septo nasal geralmente é cirúrgico.

Doenças do Nariz e Seios Paranasais

Clínica de CPAP

O CPAP é um aparelho portátil que serve para evitar que as vias respiratórias se fechem durante o sono, impedindo que ocorra ronco e apnéia do sono. Ele funciona como compressor silencioso que forma um coxim pneumático fazendo com que as vias aéreas superiores fiquem “infladas” durante o sono, permitindo a respiração adequada. O aparelho usa o próprio ar ambiente e o transfere para a máscara do paciente através de uma longa mangueira flexível, permitindo liberdade de se movimentar normalmente durante o sono. É ligado em tomada comum e não oferece qualquer risco na eventualidade de falta de energia elétrica, situação em que o paciente dorme como em uma noite quando ainda não usava o aparelho. A clínica de CPAP é um local onde um profissional da área de saúde orienta e acompanha o paciente que usa o CPAP. Em uma clínica de CPAP, de uma forma geral, orienta-se como usar e fazer a manutenção do aparelho, corrigem-se erros no uso do mesmo e dos seus acessórios, em especial da máscara, que apresenta vários modelos, permitindo ao paciente escolher a melhor para si. A principal diferença de quem usa o CPAP e freqüenta uma clínica é a aderência ao tratamento. Em geral esses pacientes se adaptam melhor e mais rapidamente ao aparelho e o resultado se vê na prática, através do tempo em que o paciente dorme com o CPAP. Eles usam o aparelho por um período mais longo de sono e como quanto maior o tempo de uso do CPAP durante o sono, menores são os eventos de apneia do sono, melhor para a saúde do indivíduo. O paciente quando apresenta queixa de ronco, apneia do sono, sonolência excessiva diurna, cansaço excessivo, ao passar em consulta, o médico solicita, se julgar necessário, um exame do sono chamado polissonografia. Constatada a necessidade de se usar o CPAP, o paciente volta a fazer outro exame do sono, agora para se medir a pressão ideal a ser ajustada no aparelho. Por fim, com a prescrição médica, regula-se o aparelho na clínica de CPAP. Nas consultas de acompanhamento pergunta-se sobre os possíveis incômodos em seu uso, em geral, sensação de garganta seca, desconforto com a máscara, sensação de claustrofobia, procurando-se resolver os problemas. No momento em que o paciente pára de roncar, deixa de ter apneias no sono e volta a dormir bem, eleva-se muito a aceitação do aparelho. Quando bem indicado, o CPAP não só impede o ronco como também as apneias.

Clínica de CPAP

Dietas e cuidados ambientais

DIETA PARA PORTADORES DE LABIRINTOPATIAS (LABIRINTITE): Se você tem ou já teve doenças do labirinto, popularmente conhecidas como labirintite, pode-se beneficiar das seguintes orientações: evite excesso de bebidas de cola (refrigerantes de cor preta), chá preto, chá mate, chá verde, tomate, açúcar, sal, café, chocolate e cafeinados em geral.não fume.não faça uso de bebida alcoólica.procure fazer exercício físico evitando o sedentarismo, porém sempre com orientação de um médico e sob supervisão de profissional habilitado, como um educador físico. DIETA PARA PORTADORES DE REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO:Muitas doenças dos ouvidos, nariz e garganta podem ser causadas pelo refluxo de secreção ácida do estômago para o esôfago e desse para as vias respiratórias. Muitos pacientes com queixas de dor de garganta, disfonia (rouquidão), infecções repetitivas dos ouvidos, dentre outras, podem sofrer de refluxo gastro-esofágico. Seguem algumas dicas para quem tem esse distúrbio: 1. 0Alimente-se devagar, mastigando bem os alimentos e procure não falar durante as refeições.2. Obedeça aos horários certos para as 3 refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar, evitando jejum prolongado.3. Evite o consumo de frituras (batata frita, pastel, salgadinhos), refrigerantes, sucos e frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi, etc.).4. Evite fumar; o fumo dificulta a cicatrização de úlceras.5. Evite tomar antiinflamatórios em geral (AAS, diclofenaco, etc.).6. Evite a vida sedentária, os exercícios aliviam a tensão que é uma das causas de má digestão.7. Evite deitar-se logo após as refeições.8. Evite tomar líquidos durante as refeições.9. Eleve a cabeceira da cama com calço.10. Lembre-se de que o refluxo pode ocorrer sem sintomas CUIDADOS AMBIENTAIS PARA CONTROLAR A RINITE:A rinite é uma doença que pode acompanhar os pacientes por anos, muitas vezes voltando a se manifestar após longos períodos sem sintomas. Seu tratamento engloba várias abordagens, dentre elas os cuidados ambientais para se acelerar seu controle e prevenir novas crises. De uma forma geral recomendamos: 1. Encape colchões e travesseiros com capa impermeável à passagem de ácaros ou de seus alérgenos, lavando essas capas a cada 4 semanas.2. Lave as roupas de cama uma vez por semana, deixando-as de molho em água com temperatura de maior que 55 graus por 10 minutos.3. Evite o uso de cortinas.4. Limpe o piso com pano úmido usando desinfetante suave.5. Evite o uso de produtos de limpeza com veículo oleoso (ceras, lustra-móveis).6. Evite o uso de carpetes e se não for possível, limpe-os duas vezes por semana com aspirador de pó, deixando o paciente alérgico fora do ambiente por 30 minutos após a limpeza.7. Mantenha as superfícies de móveis livres de objetos.8. Mantenha roupas e papéis dentro do armário.9. Os estofados devem ser de material passível de limpeza com pano úmido.10. A residência e em especial o quarto, deve ser bem ventilada

Dietas e cuidados ambientais

Preparo para Exames

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES QUE REALIZARÃO POLISSONOGRAFIA: Caro (a) paciente, Em breve você realizará o exame de polissonografia que visa a avaliar o seu sono. O exame não é invasivo, isto é, não haverá punções, injeções ou qualquer procedimento que machuque seu corpo. Trata-se de uma noite de sono como outra qualquer, só que com a monitorização de alguns parâmetros. Para não prejudicar a qualidade do exame, pedimos:No dia do exame, não faça uso de estimulantes como: café, bebidas de cola (refrigerantes de cor preta), guaraná, chá preto, chá mate, chá verde, chocolate e cafeinados em geral.No dia do exame tente não fazer uso de álcool ou fumo próximo ao horário de dormir.Evite cochilar no dia do exame.Favor lavar a cabeça com xampu neutro. Não use maquiagem, gel ou produtos que deixem resíduo na face ou cabelo. Para quem não usa barba, favor barbear-se.Procure fazer uma refeição leve à noite, até as 20 h.Se estiver fazendo uso de qualquer medicamento, NÃO interrompa.Para seu conforto, você contará com:Uma vaga de garagem para guardar seu carro.Lanche após o término do exame, composto de suco de laranja ou café com leite e sanduíche de pão com queijo e presunto, além de uma fruta.Fornecimento de toalha e roupa de cama. Caso você deseje, poderá trazer seu travesseiro, embora nossos quartos sejam completos.Estrutura para portadores de necessidades especiais.Como informações operacionais, citamos:Acompanhantes são permitidos nos casos de pacientes com idade menor que 18 anos, a partir de 62 anos ou portadores de necessidades especiais. Nesses casos haverá local para ficar.Você deverá trazer: pijama e produtos de uso pessoal (ex. escova de dente, fio dental, creme dental, pente, etc.)Para quem fará uso de convênio médico, deverá deixar a solicitação do exame juntamente com a autorização do seu convênio, com 24 h de antecedência, na recepção do Instituto Brasileiro do Sono que fica na Rua Rogério Arcury Nº 180 – Vergueiro – Sorocaba, de Segunda a Sexta-Feira das 08:00 h às 20:00 h e nos Sábados, das 08:00 h às 12:00 h, exceto feriados. Os nossos telefones são: 15 - 3411-4460 e 15 - 3012-3647. O telefone do laboratório à noite é 15 | 3346.0543Pedimos a gentileza de chegar ao Instituto Brasileiro do Sono no dia do exame às 20:30 h. Prezado (a), paciente,Dedicaremos todo nosso esforço para que sua noite no Instituto Brasileiro do Sono seja a mais confortável possível. Estamos à sua disposição para qualquer esclarecimento. Caso deseje, ligue-nos em horário comercial nos telefones acima. Médico responsável pelo seu exame:Dr. Hélio Brasileiro – CRM - SP 80.768.Professor Mestre em medicina com Certificação pela Associação Brasileira de Sono sob o número 134.Filiado à Sociedade Brasileira de Sono. ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES QUE REALIZARÃO EXAME OTONEUROLÓGICO: 1. Durante o período de 48 horas (dois dias) antes do exame,não tome remédio para tontura, alergia ou calmante.Não interrompa qualquer tratamento sem orientação médica,principalmente remédio para pressão e coração.2. Suspender 24 horas (um dia) antes do exame: cigarro, café,chá mate, chá preto, chá verde, cafeinados em geral, chocolatee refrigerantes.No dia do exame:fazer uma refeição leve até 3 horas antes (não vir em jejum).não usar bebidas alcoólicas.não usar lentes de contato.para as mulheres: não usar maquiagem (pó facial, base) ou creme.O exame poderá não ser possível de se realizar caso não se sigam corretamente as orientações. ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES QUE REALIZARÃO ELETRONEUROMIOGRAFIA: 1. pede-se ao paciente que não se use creme no local que será examinado.2. se o exame for nas pernas, favor trazer short. Caso seja nos braços, favor trazer camiseta cavada.3. não mude sua rotina alimentar nem deixe de tomar qualquer medicamento que esteja usando.

Preparo para Exames

Doenças da Laringe

LaringitesÉ a inflamação da laringite que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, além das formas crônicas secundárias a agentes químicos, físicos dentre outros. As comuns são as virais. As queixas mais freqüentes são rouquidão, dor de garganta, tosse, febre, dificuldade para deglutir ou respirar. As laringites bacterianas geralmente são evoluções das laringites virais ou infecções das vias áreas inferiores. A infecção fúngica está freqüentemente ligada à baixa de imunidade geral ou local e podem ser vistas nos pacientes em tratamento de asma brônquica com uso de corticóides inalados. O refluxo gastroesofágico leva inicialmente a uma laringite química que tende a durar longo período. Os pacientes podem reclamar de rouquidão, tosse, “pigarro” e sensação de bola “presa” na garganta. Nódulos VocaisComuns em mulheres, crianças e profissionais da voz, como professores, cantores, locutores, religiosos, entre outros.Devem-se geralmente ao trauma local decorrente do uso inadequado da voz. Os nódulos vocais são caracteristicamente presentes em ambas pregas vocais, com aspecto simétrico. Quanto maiores os nódulos vocais, maior será o espaço entre as pregas vocais ao se tocarem durante a fonação, são as chamadas fendas glóticas e quanto maior a fenda, maior o escape de ar, piorando a qualidade vocal. São lesões benignas que costumam responder bem a exercícios de fonoterapia. O tratamento cirúrgico pode ser indicado em casos específicos. Pólipos Vocais Os pólipos das pregas vocais são lesões benignas, geralmente secundárias a processos inflamatórios, trauma local por uso inadequado da voz, tabagismo, refluxo gastroesofágico e como conseqüência de lesões pré-existentes na prega vocal. Podem ter aspecto pequeno, grande, largos ou pediculados, transparentes, gelatinosos ou hemorrágicos, acometendo uma ou as duas pregas vocais, geralmente assimétricos. O impacto na voz é muito variável, porém sempre maior que nos nódulos vocais. A maioria dos casos requer tratamento cirúrgico associado a fonoterapia. Edema de ReinkeLesão de aspecto gelatinoso difuso, ocupa todo espaço de Reink da prega vocal e que geralmente acomete os dois lados. É mais comum em mulheres de meia idade e tabagistas. A voz fica mais grave e pode chegar a causar dificuldade para respirar em casos mais avançados com dimensões grandes. Cistos Intra-Cordais e Sulcos VocaisSão lesões das pregas vocais que, junto com outras três lesões, o micro-diafragma de comissura anterior, as vasculodisgenesias e a ponte de mucosa, são classificadas como alterações estruturais mínimas. São lesões congênitas, que apresentam como principal manifestação clínica o grande comprometimento da voz e isso se deve ao fato de se localizarem nas camadas mais profundas das pregas vocais, região muito importante para a produção da voz. O tratamento microcirúrgico é o indicado na maior parte dos casos. Os cistos podem ser abertos ou fechados e os sulcos se apresentam em formas também diferentes, decorrente dos graus da penetração do sulco para o interior das pregas vocais. Os pseudocistos da prega vocal se localizam na camada mais superficial (epitelial) das pregas vocais, sendo esse um dado importante para os diferenciar dos verdadeiros. LeucoplasiasAs leucoplasias são lesões brancas, espessas, vistas na superfície das pregas vocais, embora possa acometer toda mucosa das vias respiratórias superiores, decorrentes de irritação crônica, continuada e intensa. São consideradas lesões pré-malignas devendo ser monitorizadas e removidas em casos específicos, sob o risco de evoluir para o câncer de laringe. ParalisiasA laringe recebe inervações motora e sensitiva. O acometimento dessa inervação em situações específicas, como trauma cirúrgico, principalmente da glândula tireóide, em infecções virais, em tumores, dentre outras, pode levar à paralisia da laringe. Antes de se iniciar qualquer terapia, é importante que se procure causas específicas para a paralisia e estas causas podem estar no cérebro, no tronco encefálico, na região cervical ou até mesmo no tórax. O tratamento vai variar conforme o do tipo da paralisia, uni ou bilateral, bem como a posição da prega vocal paralisada, podendo ser indicado: fonoterapia, cirurgias endoscópicas e ainda cirurgias no pescoço chamadas tireoplastias, que visam a reposicionar a prega vocal paralisada na linha média, assim restaurando a qualidade vocal. Papilomatose da LaringeEmbora possa ocorrer em qualquer faixa etária, ela é mais freqüente em crianças. Por isso se fala em duas formas clínicas: a papilomatose juvenil, via de regra mais grave e a papilomatose do adulto. A papilomatose é uma lesão benigna, causada pelo vírus do grupo do HPV, podendo ser adquirida na hora do parto, através do sangue, bem como através de relações sexuais, ou ainda ser transmitida por via placentária da mãe para a criança. Localiza-se na mucosa da laringe, formando lesões descritas como cachos de uva.É o tumor benigno mais comum na laringe, causa alteração progressiva da voz, chegando a afonia (perda total da voz) e obstrução respiratória nos casos mais graves. O tratamento é complexo e envolve cirurgia. NeoplasiasOs tumores malignos da laringe são comuns e têm como principais causas o tabagismo e o consumo de álcool. A sua detecção em estágios iniciais permite a cura. Mais de 90% das neoplasias de laringe são representadas pelo carcinoma espinocelular. As queixas mais comuns desses pacientes são voz rouca e dor no ouvido. Com a progressão da doença ocorre dificuldade para respirar. Quanto maiores as lesões, maior a probabilidade de se precisar de cirurgias abertas a fim de se retirar parcial ou totalmente a laringe. Nos casos de laringectomia total, a possibilidade de desenvolvimento por meio de treinamento fonoterápico de voz esofágica ou a implantação de válvula fonatória permitem a recuperação da fonação, geralmente com seqüelas. FonoterapiaA participação do fonoaudiólogo no tratamento das doenças da laringe é de fundamental importância. Via de regra, este profissional participará no atendimento dos problemas de voz, tanto no tratamento quanto na prevenção dos problemas vocais. Destaca-se ainda sua importância na orientação de exercícios de reabilitação no pós-operatório de cirurgias da laringe. Um novo campo que surgiu atualmente é o trabalho de estética vocal, muito indicada como no preparo de profissionais da voz para melhor resultado e desempenho de suas funções. As técnicas e a duração do tratamento são individuais dependendo das necessidades de cada paciente.

Doenças da Laringe

Doenças da Faringe

FaringiteInfecção da mucosa faríngea, sua principal apresentação é a aguda, causando principalmente dor ao engolir, febre, mal estar geral, dor muscular e indisposição. A região se torna avermelhada e podem surgir pequenos caroços (linfonodos). Geralmente são causadas por vírus, mas as bactérias também são comuns como causadores de faringite. Tratamento:Reside em aliviar os sintomas com analgésicos e antiinflamatórios e nos casos de infecção por bactérias, usam-se antibióticos específicos. Amigdalite AgudaÉ a infecção súbita das tonsilas (antes chamadas amígdalas), tendo como agentes causadores mais freqüentemente os vírus e as bactérias. A maioria dos casos ocorre no outono e inverno, podendo acometer qualquer faixa etária, porém sendo mais comuns em crianças. O paciente costuma apresentar dor local que dificulta para engolir, febre e pequenos caroços (linfonodos) no pescoço. Dor de ouvido irradiada, indisposição geral, cefaléia, náusea, vômitos e dor abdominal também podem estar presentes. As tonsilas se apresentam avermelhadas e às vezes com pontos de pus. Tratamento:Reside em aliviar os sintomas com analgésicos e antiinflamatórios e nos casos de infecção por bactérias, usam-se antibióticos específicos. Mononucleose InfecciosaInfecção causada por vírus, mais comum na adolescência, costuma causar placas esbranquiçadas na garganta, febre, mal estar, cefaléia e grandes caroços (linfonodos) no pescoço, axilas e região inguinal. Tratamento:Reside em aliviar os sintomas com analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios. Recomenda-se ainda repouso e hidratação adequada. O uso de antibióticos específicos pode causar reação adversa intensa. Amigdalite CaseosaEm algumas pessoas as tonsilas palatinas são chamadas crípticas, isto é, apresentam pequenos orifícios nos quais restos de alimentos podem-se acumular e quando liberados dão origem ao caseum, pequenas bolinhas esbranquiçadas com aspecto de massa e que apresentam cheiro muito desagradável, sendo causa comum de mau hálito. Tratamento:Gargarejos bucais levam a resultados paliativos. O tratamento definitivo é a remoção das tonsilas palatinas quando o incômodo, em especial o constrangimento social, compensa a cirurgia. Abscesso PeriamigdalianoÉ uma complicação de amigdalite, onde ocorre a formação de pus entre as tonsilas palatinas e a parede da faringe, local chamado de espaço peritonsilar. Os sintomas diferem da amigdalite aguda, por serem mais intensos, impossibilitando o paciente de deglutir e até abrir a boca. A voz fica muito comprometida e em casos mais severos pode ocorrer obstrução importante à respiração. Tratamento:A drenagem do abscesso se impõe de imediato assim como o tratamento paralelo com antibióticos, antiinflamatórios, antitérmicos, corticóides em casos específicos, além de hidratação adequada. Quando se deve remover as tonsilas palatinas (amígdalas).Cada vez menos se removem as tonsilas palatinas nos dias de hoje, embora sua função na vida adulta seja mínima, há quem acredite que nem haja, o tratamento cirúrgico se aplica basicamente apenas seguintes situações: - Tonsilas aumentadas de tamanho, que causem dificuldade respiratória ou para se engolir.- Infecções de repetição nesses órgãos.- Abscesso periamigdaliano.- Suspeita de neoplasia.- Halitose por amigdalite caseosa.- A remoção das tonsilas quando bem indicada, mesmo na infância, ao contrário do que se fala, não traz danos à saúde do paciente, não predispondo a infecções em estruturas mais baixas da via respiratória.

Doenças da Faringe

BERA - Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico

BERA - Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico O que é o teste?Esse teste é objetivo (não depende da resposta do paciente) e avalia a integridade funcional das vias auditivas nervosas (nervo auditivo) desde a orelha interna até o córtex cerebral. O exame é indolor e não invasivo. Sua finalidade: - Determinar se existe ou não perda auditiva e precisar seu tipo e grau.- Estimar se a perda auditiva detectada na audiometria tonal é decorrente de uma lesão na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico.- Pesquisar integridade funcional nas vias auditivas do tronco encefálico. Como é realizado? - A pele atrás das orelhas e na testa é limpa com pasta abrasiva e são fixados eletrodos (com uma fita adesiva antialérgica) nestes locais e ainda são colocados fones.- O paciente fica deitado, o mais tranqüilo e relaxado possível, com os olhos suavemente fechados e recebe estímulo sonoro através dos fones.- Sempre que o nervo auditivo e as estruturas do tronco encefálico forem ativados pelo estímulo sonoro, é gerada uma quantidade mínima de eletricidade que é captada pelos eletrodos, registrada no equipamento e interpretada pelo examinador. Requisitos para realizar o exame: - O paciente deve estar deitado, o mais imóvel possível (para que não haja interferência no traçado do exame). Na criança: A criança deverá estar dormindo, pois qualquer movimento interfere na resposta elétrica e inviabiliza sua interpretação. Indicações: - Diagnóstico precoce da perda auditiva na criança de qualquer idade, ou mesmo adultos, pessoas nas quais não tenha sido possível realizar uma testagem subjetiva confiável.- Acompanhamento da maturidade das vias auditivas no quadro de hiperbilirrubinemia neonatal.- Queixa de zumbido.- Auxiliar na informação de problemas no nervo auditivo ou tronco encefálico (retrococleares).- Detecção de tumores do nervo auditivo.- Nas afecções como: esclerose em placas, leucodistrofias, doença de Alzheimer e tumores intracranianos da fossa posterior.- Confirmação e monitoramento nos limiares da audiometria tonal das perdas induzidas por níveis de pressão sonora elevados (PAINPSE).- Monitorização de cirurgia da fossa craniana.- Monitorização em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI/CTI), em coma ou sedados, com o objetivo de avaliar o prognóstico do paciente e também como auxiliar do diagnóstico da morte cerebral (principalmente em pacientes doadores de órgãos).- Avaliação da audição em crianças e adultos “difíceis” de serem avaliados por métodos subjetivos (inclusive prováveis simuladores na audiometria).

BERA - Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico

Doenças da Boca

Aftas As aftas podem afetar qualquer parte da mucosa bucal e geralmente surgem como ulcerações superficiais esbranquiçadas, arredondas com cerca de 2 a 5 milímetros de diâmetro, podem-se apresentar isoladas ou em grupo, provocam dor importante e regridem em 8 ou 10 dias sem deixar cicatriz. Sua causa não é conhecida, mas se relacionam a traumatismos locais, estresse emocional, doenças digestivas, alergias alimentares, doenças auto-imunes, entre outras. Tratamento:O tratamento consiste em combater a dor com medicamentos tópicos e por via oral. Casos recorrentes e com aftas maiores devem ser melhor avaliados, podendo-se usar medicamentos preventivos por longo período de tempo. HerpesDoença viral recorrente, acomete a pele e/ou a mucosa de adolescentes e de adultos, tendo como causador o vírus do herpes simples. Inicialmente causam sensação de ardor e de avermelhamento, evoluindo com pequenas bolhas que se rompem espontaneamente formando crostas. Cicatrizam em cerca de 15 dias. As recorrências são comuns, principalmente em períodos de estresse, na exposição ao sol e em estados de baixa imunidade. Tratamento:Consiste no controle dos sintomas com medicações tópicas e por via oral. Medicamentos antivirais também podem ser utilizados em casos selecionados. Candidíase OralDoença infecciosa causada por fungo chamado cândida (monilíase), provocando lesões esbranquiçadas, afetando a língua, a mucosa bucal e a gengiva. Mais comum em pacientes que usam corticóides, antibióticos, medicamentos para tratamento do câncer e os que apresentam déficit da imunidade. O quadro clínico consiste de dor local com placas brancas. Tratamento:Usa-se medicamento antifúngico, mas também é importante o tratamento dos fatores que predisponham o problema.

Doenças da Boca

Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção na criança

Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção na criança O que é o teste?Trata-se de um dos procedimentos objetivos (não depende da resposta da criança) utilizados para avaliar a capacidade auditiva em crianças, é rápido, indolor, não é invasivo.Sua finalidade:Verificar a integridade das células ciliadas externas da cóclea e avaliar o funcionamento da orelha interna. Quando as Emissões Otoacústicas Evocadas por Produto de Distorção (EOE/DP) estão presentes pode-se afirmar que as orelhas médias e internas estão íntegras ou também ocorre a possibilidade de uma alteração de grau leve a moderado. Caso as EOE/DP estejam presentes em uma criança que tem as EOE/TE ausentes, existe a probabilidade que essa criança tenha uma perda auditiva leve a moderada. Quando as EOE/DP estão ausentes, o resultado é inconclusivo, pois muitos motivos podem levar a isso. Nesse caso serão necessários outros exames para esclarecer o grau da capacidade auditiva.Como é realizado?Um aparelho estimula com uma combinação de sons puros a orelha da criança através de um minúsculo fone inserido na orelha.Requisitos para realizar o exame: A criança deve estar quieta, de preferência dormindo. Indicações: - Suspeita de perda auditiva pré, peri ou pós-natal da criança.- Triagem em maternidades e creches.- Auxiliar na informação de problemas no nervo auditivo (retrococleares).- Parte integrante da bateria de testes para bebês nascidos prematuramente e que sofreram internação hospitalar, principalmente na UTI.- Avaliação da audição em crianças “difíceis” de serem avaliados por métodos subjetivos.

Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção na criança

Convênios

consulte nossas recepcionistas sobre serviços cobertos por cada convênio e outros convênios que sejam atendidos.

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Treinamento em distúrbios do sono para médicos

O Instituto Brasileiro do Sono realiza cursos de treinamento para médicos que desejem aprofundar seus conhecimentos em distúrbios do sono. O curso é intensivo e o comprovante assinado por médico certificado pela Associação Brasileira de Sono. O Instituto Brasileiro do sono é credenciado pela mesma associação.

Treinamento para Técnicos em Polissonografia

Realizamos cursos de treinamento para técnicos de polissonografia. Com um formato intensivo e o comprovante assinado por médico certificado pela Associação Brasileira de Sono e fisioterapeuta com formação em sono e portadora de certificação pela Associação Brasileira de Sono. O Instituto Brasileiro do sono é credenciado pela mesma associação.

Estagiamento e confecção de laudos de polissonografia

Oferecemos os serviços de leitura e confecção de laudo de polissonografia. Os mesmos são realizados sob a responsabilidade de médico certificado pela Associação Brasileira de Sono. O Instituto Brasileiro do sono é credenciado pela mesma associação.

 

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